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sábado, 16 de janeiro de 2016

Aterros Sanitários

Os aterros sanitários, presentemente, são os mais indicados, adequados e seguros na disposição final de resíduos e rejeitos. No Brasil, conforme dados da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tabela 1, abaixo, em termos quantitativos, analisando anos de 2000 e 2008, nota-se um aumento expressivo na quantidade diária de resíduos e rejeitos depositados em aterros sanitários, de um ano para o outro, e uma redução na quantidade encaminhada aos lixões. O que é bastante positivo, considerando-se as consequências da exposição inadequada desse material a céu aberto. Mas, infelizmente, os aterros sanitários ainda não é uma prática real em todos os municípios brasileiros.

Tabela 1: Quantidade diária de resíduos sólidos domiciliares e/ou públicos com diferentes formas de destinação final, nos anos 2000 e 2008.
 


Destinação final

2000

2008

 

Quantidade (t/dia)

%

Quantidade (t/dia)

%

Aterros sanitários

49.614,50

35,4

110.044,40

58,3

Aterros controlados

33.854,30

24,2

36.673,20

19,4

Vazadouros a céu aberto (Lixões)

45.484,70

32,5

37.360,80

19,8

Unidade de compostagem

6.364,50

4,5

1.519,50

0,8

Unidade de triagem para reciclagem

2.158,10

1,5

2.592,00

1,4

Unidade de incineração

483,10

0,3

64,80

<0,1

Vazadouros em áreas alagáveis

228,10

0,2

35,00

<0,1

Locais não fixos

877,30

0,6

SI

-

Outras unidades

1.015,10

0,7

525,20

0,3

TOTAL

140.080,70

188.814,90

SI: sem informação. Na PNSB 2008 não se utilizou essa opção como destino final
Fonte: IBGE (2002), IBGE (2010b)

            Já, para os anos de 2011 e 2012, o cenário de destinação final dos resíduos sólidos urbanos (RSU) coletados no Brasil, tabela 2, abaixo, demonstra que em 2011 o percentual do material com destinação adequada continuou crescendo, seguindo parâmetros apresentados na tabela 1, acima, o que é bem positivo. No entanto, no ano seguinte, é possível se notar um certo percentual de desequilíbrio na correta destinação desse material, o que representa 23,7 milhões de toneladas de RSU encaminhados, indevidamente, para lixões ou aterros controlados.


Tabela 2: Destinação final dos RSU coletados no Brasil, nos anos de 2011 e 2012



 

%

2012 (t/ano)

%

2011 (t/ano)

Adequado

57,98

32.794.632

58,06

32.240.520

Inadequado

42,02

23.767.224

41,94

23.293.920
Fonte: Elaborado a partir de pesquisa da ABRELPE (Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012)


                A geração de RSU vem aumentando aceleradamente o que se torna preocupante, dentre alguns fatores, por encurtar a vida útil dos aterros sanitários o que reflete, negativamente, também, para o meio ambiente. Segundo pesquisa da ABRELPE[1] este índice cresceu 1,3%, de 2011 para 2012, superior à taxa de crescimento populacional urbano, no mesmo período, que foi em torno de 0,9%.
               A solução visível e imediata para remediar o problema seria introduzindo a prática da coleta seletiva nos hábitos diários da sociedade que, aliados aos processos de compostagem e de reciclagem, e fazendo uso de ideais criativas, pode sim dar um toque sustentável no presente e, principalmente, no futuro da humanidade. Reflexos destas ações viriam com a preservação do meio ambiente - da extração de novas matérias-primas, no reuso dos resíduos pós-consumo, que por serem descartados aleatoriamente entopem bueiros e poluem águas dos rios, e com a minimização na quantidade dos resíduos direcionados aos aterros sanitários, prologando, dessa forma, sua vida útil e quem sabe, até, num futuro planejado a reutilização do espaço a outros fins.


[1]  ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) dados informados obtidos através do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil, edição 2012.
 

                                                        

terça-feira, 12 de janeiro de 2016


Unidade de triagem e reciclagem - faz o tratamento dos resíduos inorgânicos – papel, papelão, vidro, plástico e metal – depois de separados e limpos volta para a indústria, sendo reaproveitado na produção ou na fabricação de novos produtos, poupando a natureza da poluição e do fornecimento de mais matérias-primas. 
 
 

 
 

(Fotos: Divulgação/ CAMAPET)
Descarte correto de lixo contribui com o processo de reciclagem.  Lixo coletado por cooperativa passa por triagem.  Cooperativa coleta 45 toneladas de lixo reciclável.


Vejamos abaixo os principais destinos dos resíduos e rejeitos que produzimos diariamente:


Lixões (Vazadouros a céu aberto) - forma inadequada de disposição final de resíduos e rejeitos, que consiste na descarga do material no solo sem qualquer técnica ou medida de controle, o acumulo do material propicia o desenvolvimento e a proliferação de roedores, insetos e outros vetores transmissores de doenças sem falar na poluição visual e o mau cheiro. A decomposição dos resíduos orgânicos (úmidos) produz o chorume¹, que polui as águas subterrâneas e os rios, e libera gás metano que pode causar explosões;
 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Unidade de incineração - os resíduos são transformados em cinzas, diminui o acumulo de matérias descartados, porém libera gases altamente poluentes. Esse processo, em debate atualmente, é utilizado no tratamento de resíduos hospitalares, por representar risco de contaminação;




http://meioambientetecnico.blogspot.com.br/2013_09_01_archiv



Unidade de compostagem ou Biodigestão -  este processo concede um destino útil aos resíduos orgânicos agrícolas, industriais e domésticos, como restos de comidas, cascas de frutas e legumes -  para a produção de adubo para o solo.  E o chorume, líquido rico em nutrientes e livre de bactérias, gerado neste processo é considerado do bem podendo ser pulverizado nas plantas e servir de adubo e pesticida.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imagem: Blog na Lata

Imagem reflete a parte interna de um modelo de minhocário, onde acontece o processo de compostagem, com a transformação dos resíduos orgânicos em adubo.