Os
aterros sanitários, presentemente, são os mais indicados, adequados e seguros na
disposição final de resíduos e rejeitos. No Brasil, conforme dados da Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tabela 1, abaixo, em termos quantitativos,
analisando anos de 2000 e 2008, nota-se um aumento expressivo na quantidade diária
de resíduos e rejeitos depositados em aterros sanitários, de um ano para o
outro, e uma redução na quantidade encaminhada aos lixões. O que é bastante
positivo, considerando-se as consequências da exposição inadequada desse
material a céu aberto. Mas, infelizmente, os aterros sanitários ainda não é uma prática real em todos os municípios brasileiros.
Tabela 1: Quantidade diária de resíduos sólidos
domiciliares e/ou públicos com diferentes formas de destinação final, nos anos
2000 e 2008.
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Destinação final
|
2000
|
2008
| ||
|
|
Quantidade (t/dia)
|
%
|
Quantidade (t/dia)
|
%
|
|
Aterros sanitários
|
49.614,50
|
35,4
|
110.044,40
|
58,3
|
|
Aterros controlados
|
33.854,30
|
24,2
|
36.673,20
|
19,4
|
|
Vazadouros a céu
aberto (Lixões)
|
45.484,70
|
32,5
|
37.360,80
|
19,8
|
|
Unidade de
compostagem
|
6.364,50
|
4,5
|
1.519,50
|
0,8
|
|
Unidade de triagem
para reciclagem
|
2.158,10
|
1,5
|
2.592,00
|
1,4
|
|
Unidade de
incineração
|
483,10
|
0,3
|
64,80
|
<0,1
|
|
Vazadouros em áreas
alagáveis
|
228,10
|
0,2
|
35,00
|
<0,1
|
|
Locais não fixos
|
877,30
|
0,6
|
SI
|
-
|
|
Outras unidades
|
1.015,10
|
0,7
|
525,20
|
0,3
|
|
TOTAL
|
140.080,70
|
188.814,90
|
||
SI: sem
informação. Na PNSB 2008 não se utilizou essa opção como destino final
Fonte: IBGE
(2002), IBGE (2010b)
Já, para os anos de 2011 e 2012, o cenário de
destinação final dos resíduos sólidos urbanos (RSU) coletados no Brasil, tabela
2, abaixo, demonstra que em 2011 o percentual do material com destinação
adequada continuou crescendo, seguindo parâmetros apresentados na tabela 1, acima,
o que é bem positivo. No entanto, no ano seguinte, é possível se notar um certo
percentual de desequilíbrio na correta destinação desse material, o que representa
23,7 milhões de toneladas de RSU encaminhados, indevidamente, para lixões ou
aterros controlados.
Tabela 2: Destinação final dos RSU coletados no Brasil, nos anos de 2011 e 2012
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|
%
|
2012 (t/ano)
|
%
|
2011 (t/ano)
|
|
Adequado
|
57,98
|
32.794.632
|
58,06
|
32.240.520
|
|
Inadequado
|
42,02
|
23.767.224
|
41,94
|
23.293.920
|
A geração de RSU vem aumentando aceleradamente o que
se torna preocupante, dentre alguns fatores, por encurtar a vida útil dos
aterros sanitários o que reflete, negativamente, também, para o meio ambiente.
Segundo pesquisa da ABRELPE[1] este
índice cresceu 1,3%, de 2011 para 2012, superior à taxa de crescimento
populacional urbano, no mesmo período, que foi em torno de 0,9%.
A solução visível e imediata para remediar o problema seria introduzindo a
prática da coleta seletiva nos hábitos diários da sociedade que, aliados aos
processos de compostagem e de reciclagem, e fazendo uso de ideais criativas, pode
sim dar um toque sustentável no presente e, principalmente, no futuro da
humanidade. Reflexos destas ações viriam com a preservação do meio
ambiente - da extração de novas matérias-primas, no reuso dos resíduos
pós-consumo, que por serem descartados aleatoriamente entopem bueiros e poluem
águas dos rios, e com a minimização na quantidade dos resíduos direcionados aos aterros
sanitários, prologando, dessa forma, sua vida útil e quem sabe, até, num futuro
planejado a reutilização do espaço a outros fins.
[1] ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) dados informados obtidos através do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil, edição 2012.

