O modelo de consumo atual é regido pela tendência mundial, não apenas
pelas necessidades básicas, ou seja, itens, antes considerados, supérfluos para
alguns despertam também o interesse de consumo de uma nova classe média, que
segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), publicado em
2012, já corresponde a cerca de 53% da população brasileira, que ascendeu
socialmente na última década. Logo, provida de maior poder aquisitivo e acesso
ao credito facilitado tende, inevitavelmente, a consumir em maior proporção. O
que pode levar a um consumismo desnecessário, que difere, todavia, da compulsão
por comprar que é uma doença. Cálculos do IPC Maps[1], para
2012, revelou que o consumo dos brasileiros ultrapassaria a marca dos R$ 2,7
trilhões no ano em questão, indicando uma significativa expansão na
potencialidade de consumo da sociedade. E segundo dados do estudo, a classe B
assim como a classe média já respondem pela marca da metade de tudo que é
consumido no País. No entanto, é importante frisar, que quanto maior o
poder aquisitivo, numa sociedade com carências na educação formal e desprovida
de consciência ambiental, maior será também o consumo de itens desnecessários, com
uma grandeza de desperdício equivalente, se não superior, o que agravaria a
geração de resíduos. Que sem a devida segregação, ou separação, são amontoados
em vazadouros a céu aberto, aterros controlados ou sanitários. O alto
percentual de matéria orgânica presente nos resíduos sólidos urbanos (RSU),
demonstra, dentre outros fatores, o nível de desperdício em função de um
consumismo desnecessário e exagerado. Assim como a presença de matéria
inorgânica no total de RSU coletado evidencia a ausência de uma conscientização
ambiental por parte da sociedade.
[1] IPC
Maps
- indicador da potencialidade de consumo nacional, estudo atualizado anualmente
pela empresa IPC Marketing Editora, especializada no cálculo de índices de
potencial de consumo. Saiba mais em: http://www.ipcbr.com/12/index.php/ipcmaps