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sábado, 9 de julho de 2016

Consumo versus geração de resíduos no cenário contemporâneo.
 

O modelo de consumo atual é regido pela tendência mundial, não apenas pelas necessidades básicas, ou seja, itens, antes considerados, supérfluos para alguns despertam também o interesse de consumo de uma nova classe média, que segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), publicado em 2012, já corresponde a cerca de 53% da população brasileira, que ascendeu socialmente na última década. Logo, provida de maior poder aquisitivo e acesso ao credito facilitado tende, inevitavelmente, a consumir em maior proporção. O que pode levar a um consumismo desnecessário, que difere, todavia, da compulsão por comprar que é uma doença. Cálculos do IPC Maps[1], para 2012, revelou que o consumo dos brasileiros ultrapassaria a marca dos R$ 2,7 trilhões no ano em questão, indicando uma significativa expansão na potencialidade de consumo da sociedade. E segundo dados do estudo, a classe B assim como a classe média já respondem pela marca da metade de tudo que é consumido no País.  No entanto, é importante frisar, que quanto maior o poder aquisitivo, numa sociedade com carências na educação formal e desprovida de consciência ambiental, maior será também o consumo de itens desnecessários, com uma grandeza de desperdício equivalente, se não superior, o que agravaria a geração de resíduos. Que sem a devida segregação, ou separação, são amontoados em vazadouros a céu aberto, aterros controlados ou sanitários. O alto percentual de matéria orgânica presente nos resíduos sólidos urbanos (RSU), demonstra, dentre outros fatores, o nível de desperdício em função de um consumismo desnecessário e exagerado. Assim como a presença de matéria inorgânica no total de RSU coletado evidencia a ausência de uma conscientização ambiental por parte da sociedade.



[1]  IPC Maps - indicador da potencialidade de consumo nacional, estudo atualizado anualmente pela empresa IPC Marketing Editora, especializada no cálculo de índices de potencial de consumo. Saiba mais em: http://www.ipcbr.com/12/index.php/ipcmaps
 
 

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