COLETA SELETIVA
Os PEVs, pontos de entrega voluntária, para matérias recicláveis já se encontram espalhados em diversos locais da cidade, agora é só fazermos nossa parte na entrega dos materiais, devidamente separados, conforme orientações do Programa de Coleta Seletiva de Salvador.
Vamos manter nossa cidade limpa!
Resíduos: problema que tem solução.
A geração de resíduos, antes lixo, aumenta aceleradamente e é de extrema importância que o assunto seja colocado em pauta, afim de conscientizar e envolver a população para ações ecologicamente corretas, minimizando a produção de resíduos e proporcionando melhores destinos para todo material descartado.
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domingo, 19 de março de 2017
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Usinas de Compostagem e de Reciclagem no
Brasil
No Brasil o processo
de compostagem, ainda, é bem tímido, assim com todo o sistema de reciclagem no
contexto geral. Para se ter uma ideia, dados do IBGE, censo 2000, apresenta
apenas 260 usinas de compostagem distribuídas pelo país, onde sua concentração se encontra nas regiões sul e
sudeste, 117 unidades em cada região, informação está relevante, pois ajudar no
entendimento das possíveis justificativas plausíveis para a ineficiência do
setor. Se voltarmos nossa analise a tabela 1, acima, referente, anos 2000 e
2008, perceberemos que apesar do aumento na quantidade diária de RSU coletado não
houve grandes avanços no setor, ao contrário, nota-se uma considerável queda na
quantidade do material direcionado as unidades de compostagem. Os resíduos
orgânicos, por não serem coletados separadamente, são encaminhados para
destinação final juntos com os demais resíduos, gerando despesas que poderiam
ser evitadas, caso fossem separados diretamente na fonte e encaminhados para
uma unidade de tratamento específica, neste caso via compostagem.
De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos,
versão prelimitar, publicação de 2011, do total estimado de resíduos orgânicos
coletados, em 2008, (94.335,1 t/d) apenas 1,6% (1.509 t/d) tinham destinação adequada.
Pontuando, ainda, que dos 5.564 munícipios brasileiros, na ocasião, somente 211
possuíam unidades de compostagem, onde os estados de Minas Gerais e Rio Grande
do Sul detinham a maior proporção, 78 e 66 unidades respectivamente.
Na tabela (3), abaixo, da Associação Brasileira de
Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE)[1], podemos
notar que o cenário, em 2012, não mudou muito a quantidade de matéria orgânica
presente no total de RSU coletado no Brasil continuou crescendo e, neste caso,
já se apresentando em proporção superior ao total de todos os demais
componentes juntos, com 51,4%.
Tabela 3: Participação dos Principais Materiais no Total de RSU Coletado no Brasil
em 2012
|
Material
|
Participação (%)
|
Quantidade (t/ano)
|
|
Metais
|
2,1
|
1.640.294
|
|
Papel, Papelão e
Tetra Park
|
13,1
|
7.409.603
|
|
Plástico
|
13,5
|
7.635.851
|
|
Vidro
|
2,4
|
1.357.484
|
|
Matéria Orgânica
|
51,4
|
29.072.794
|
|
Outros
|
16,7
|
9.445.830
|
|
TOTAL
|
100
|
56.561.856
|
Fontes: Pesquisa
ABRELPE e Panorama 2011
Contudo,
é importante pontuar, que o alto índice de desperdício da matéria orgânica não
é gerado apenas pelo ato de consumismo da população, mas também em função da
carente infraestrutura do país, no que diz respeito aos processos de importação
e exportação, no que tange estadas, portos e armazéns, e do ato de comercialização
destes produtos, em feiras e CEASA’s. Segundo a Organização das Nações Unidas
para Alimentação e Agricultura - FAO, publicação de 2013, cerca de um terço dos
alimentos produzidos para consumo humano é perdido ou desperdiçado, ou seja,
aproximadamente, 1,3 bilhões de toneladas, o que totaliza 750 bilhões de
dólares anuais. A FAO observa, ainda, que a maior parte das perdas de alimentos
acontece nas fases de pós-produção, como colheita, transporte e armazenamento. E,
segundo a organização, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a perda vem
em função da infraestrutura inadequada, enquanto que nos países desenvolvidos o
problema ocorre durante as fases de comercialização e consumo.
Infelizmente, Já com relação a reciclagem, no
cenário atual, podemos dizer que grandes avanços já foram conquistados, onde o
principal deles veio com a aprovação da Lei Federal nº 12.305/10, que instituiu
a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que responsabiliza cada segmento empresarial pelo ciclo
de vida dos resíduos gerados de sua produção.
Importante ressaltar, também, que ações positivas em prol da preservação do
meio ambiente já fazem parte do cotidiano de pequenos grupos na sociedade, que ambientalmente
conscientes, segregam seus resíduos pós-consumo, optando pela compostagem afim
de reaproveitar os resíduos orgânicos produzidos diariamente, e doam os
resíduos inorgânicos as cooperativas, aos catadores de materiais
reutilizáveis e recicláveis, ou através de pontos de entrega voluntaria
distribuídos em alguns shoppings centers.
No Brasil são
quatro os setores industriais de reciclagem, alumínio, papel, plástico e vidro,
que possuem considerável participação nas atividades. A tabela (4), abaixo,
demonstra o progresso que estes setores vêm desempenhando anualmente. No caso do alumínio o destaque no índice
refere-se as latas e no caso do plástico o destaque vai para as garrafas PET.
Tabela 4: Reciclagem de Alumínio, Papel, Plástico e Vidro de
2009 à 2012 (%)
|
ANO
|
ALUMÍNIO (latas)
|
PAPEL
|
VIDRO
|
PLÁSTICO (PET)
|
|
2012
|
97,9
|
-
|
-
|
58,9
|
|
2011
|
98,3
|
45,5
|
-
|
57,1
|
|
2010
|
97,6
|
44,0
|
-
|
55,8
|
|
2009
|
98,2
|
46,0
|
47,0
|
55,6
|
Fontes: Elaborado a partir da ABRELPE,
(Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, 2012), ABAL Associação Brasileira de
Alumínio; BRACELPA Associação Brasileira de Celulose e PAPEL; ABIVIDRO Associação
Brasileira da Indústria de Vidro; ABIPET Associação Brasileira da Indústria de
PET
[1] ABRELPE - Associação civil sem fins lucrativos, que congrega e representa as
empresas prestadoras de serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos
sólidos.
sábado, 9 de julho de 2016
Consumo
versus geração de resíduos no cenário
contemporâneo.
O modelo de consumo atual é regido pela tendência mundial, não apenas
pelas necessidades básicas, ou seja, itens, antes considerados, supérfluos para
alguns despertam também o interesse de consumo de uma nova classe média, que
segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), publicado em
2012, já corresponde a cerca de 53% da população brasileira, que ascendeu
socialmente na última década. Logo, provida de maior poder aquisitivo e acesso
ao credito facilitado tende, inevitavelmente, a consumir em maior proporção. O
que pode levar a um consumismo desnecessário, que difere, todavia, da compulsão
por comprar que é uma doença. Cálculos do IPC Maps[1], para
2012, revelou que o consumo dos brasileiros ultrapassaria a marca dos R$ 2,7
trilhões no ano em questão, indicando uma significativa expansão na
potencialidade de consumo da sociedade. E segundo dados do estudo, a classe B
assim como a classe média já respondem pela marca da metade de tudo que é
consumido no País. No entanto, é importante frisar, que quanto maior o
poder aquisitivo, numa sociedade com carências na educação formal e desprovida
de consciência ambiental, maior será também o consumo de itens desnecessários, com
uma grandeza de desperdício equivalente, se não superior, o que agravaria a
geração de resíduos. Que sem a devida segregação, ou separação, são amontoados
em vazadouros a céu aberto, aterros controlados ou sanitários. O alto
percentual de matéria orgânica presente nos resíduos sólidos urbanos (RSU),
demonstra, dentre outros fatores, o nível de desperdício em função de um
consumismo desnecessário e exagerado. Assim como a presença de matéria
inorgânica no total de RSU coletado evidencia a ausência de uma conscientização
ambiental por parte da sociedade.
[1] IPC
Maps
- indicador da potencialidade de consumo nacional, estudo atualizado anualmente
pela empresa IPC Marketing Editora, especializada no cálculo de índices de
potencial de consumo. Saiba mais em: http://www.ipcbr.com/12/index.php/ipcmaps
CONSUMO E CONSUMISMO
Definições
A palavra consumir vem do latim “consumere” que segundo o Novo Aurélio significa gastar, comer,
destruir, dar cabo de, arruinar. Já as palavras consumo e consumismo, de acordo
com a mesma fonte, significam, a primeira, ato ou efeito de consumir e, a
segunda, sistema que favorece o consumo exagerado, tendência a comprar
exageradamente.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
POLITICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS – PNRS
Com a provação do Politica Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS), em agosto de 2010, Lei Federal nº 12.305, tendo
como um de seus principais instrumentos o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, o Brasil deu
um grande passo para a conscientização da sociedade quantos aos perigos
causados na disposição inadequada de resíduos, comprometendo a qualidade de
vida da população brasileira e o meio ambiente. A PNRS disciplina
a coleta, destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos,
industriais, entre outros. A Lei estabelece, através de prazos ou limites
temporais, metas importantes para o setor como o fechamento dos lixões e a
consequente disposição final, ambientalmente adequada, dos rejeitos até 2014. Outro
marco importante da nova lei trata da política da Logística Reversa (LR)[1], que
delega a cada segmento empresarial a
incumbência de reaver os descartes pós-consumo de sua produção para que
sejam reaproveitados no processo produtivo ou na fabricação de novos produtos. Cabendo, agora, de acordo com a PNRS, a
iniciativa privada a responsabilidade pelo ciclo de vida dos resíduos gerados
de sua produção. Sendo a presente lei devidamente
acatada, temas
importantes
como a coleta seletiva, a reciclagem e a compostagem serão bem mais
valorizados.
Vejamos como irá funcionar a partir de agora com a Logística Reversa:
A lei impõe, ainda, aos
Estados, Distrito Federal e aos Munícipios a elaboração de planos de resíduos
sólidos, em vigor a partir de 2012, como condição para que tenham acesso a
recursos da União ou por ela controlados, bem como para que sejam beneficiados
por incentivos ou financiamentos de entidades federais de crédito ou fomento. E
aos particulares
a elaboração de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).
[1] Logística Reversa - instrumento de
desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações,
procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos
resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou
em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
(Fonte: PNRS).
sábado, 16 de janeiro de 2016
Aterros Sanitários
Tabela 2: Destinação final dos RSU coletados no Brasil, nos anos de 2011 e 2012
Fonte: Elaborado a
partir de pesquisa da ABRELPE (Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012)
[1] ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) dados informados obtidos através do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil, edição 2012.
Os
aterros sanitários, presentemente, são os mais indicados, adequados e seguros na
disposição final de resíduos e rejeitos. No Brasil, conforme dados da Política
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tabela 1, abaixo, em termos quantitativos,
analisando anos de 2000 e 2008, nota-se um aumento expressivo na quantidade diária
de resíduos e rejeitos depositados em aterros sanitários, de um ano para o
outro, e uma redução na quantidade encaminhada aos lixões. O que é bastante
positivo, considerando-se as consequências da exposição inadequada desse
material a céu aberto. Mas, infelizmente, os aterros sanitários ainda não é uma prática real em todos os municípios brasileiros.
Tabela 1: Quantidade diária de resíduos sólidos
domiciliares e/ou públicos com diferentes formas de destinação final, nos anos
2000 e 2008.
|
Destinação final
|
2000
|
2008
| ||
|
|
Quantidade (t/dia)
|
%
|
Quantidade (t/dia)
|
%
|
|
Aterros sanitários
|
49.614,50
|
35,4
|
110.044,40
|
58,3
|
|
Aterros controlados
|
33.854,30
|
24,2
|
36.673,20
|
19,4
|
|
Vazadouros a céu
aberto (Lixões)
|
45.484,70
|
32,5
|
37.360,80
|
19,8
|
|
Unidade de
compostagem
|
6.364,50
|
4,5
|
1.519,50
|
0,8
|
|
Unidade de triagem
para reciclagem
|
2.158,10
|
1,5
|
2.592,00
|
1,4
|
|
Unidade de
incineração
|
483,10
|
0,3
|
64,80
|
<0,1
|
|
Vazadouros em áreas
alagáveis
|
228,10
|
0,2
|
35,00
|
<0,1
|
|
Locais não fixos
|
877,30
|
0,6
|
SI
|
-
|
|
Outras unidades
|
1.015,10
|
0,7
|
525,20
|
0,3
|
|
TOTAL
|
140.080,70
|
188.814,90
|
||
SI: sem
informação. Na PNSB 2008 não se utilizou essa opção como destino final
Fonte: IBGE
(2002), IBGE (2010b)
Já, para os anos de 2011 e 2012, o cenário de
destinação final dos resíduos sólidos urbanos (RSU) coletados no Brasil, tabela
2, abaixo, demonstra que em 2011 o percentual do material com destinação
adequada continuou crescendo, seguindo parâmetros apresentados na tabela 1, acima,
o que é bem positivo. No entanto, no ano seguinte, é possível se notar um certo
percentual de desequilíbrio na correta destinação desse material, o que representa
23,7 milhões de toneladas de RSU encaminhados, indevidamente, para lixões ou
aterros controlados.
Tabela 2: Destinação final dos RSU coletados no Brasil, nos anos de 2011 e 2012
|
|
%
|
2012 (t/ano)
|
%
|
2011 (t/ano)
|
|
Adequado
|
57,98
|
32.794.632
|
58,06
|
32.240.520
|
|
Inadequado
|
42,02
|
23.767.224
|
41,94
|
23.293.920
|
A geração de RSU vem aumentando aceleradamente o que
se torna preocupante, dentre alguns fatores, por encurtar a vida útil dos
aterros sanitários o que reflete, negativamente, também, para o meio ambiente.
Segundo pesquisa da ABRELPE[1] este
índice cresceu 1,3%, de 2011 para 2012, superior à taxa de crescimento
populacional urbano, no mesmo período, que foi em torno de 0,9%.
A solução visível e imediata para remediar o problema seria introduzindo a
prática da coleta seletiva nos hábitos diários da sociedade que, aliados aos
processos de compostagem e de reciclagem, e fazendo uso de ideais criativas, pode
sim dar um toque sustentável no presente e, principalmente, no futuro da
humanidade. Reflexos destas ações viriam com a preservação do meio
ambiente - da extração de novas matérias-primas, no reuso dos resíduos
pós-consumo, que por serem descartados aleatoriamente entopem bueiros e poluem
águas dos rios, e com a minimização na quantidade dos resíduos direcionados aos aterros
sanitários, prologando, dessa forma, sua vida útil e quem sabe, até, num futuro
planejado a reutilização do espaço a outros fins.
[1] ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) dados informados obtidos através do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil, edição 2012.
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